O que vai aprender
- O que é um fundo de investimento e como funciona o investimento colectivo;
- O papel da sociedade gestora e o que são unidades de participação;
- Porque é que os fundos interessam a quem começa com montantes pequenos;
- O que fica para mais tarde: fundos abertos e fechados, no Guia 22.
Muitos investidores, uma carteira
Um fundo de investimento assenta numa ideia simples: juntar o dinheiro de muitos investidores numa única carteira de títulos — por exemplo, Obrigações do Tesouro, obrigações de empresas ou acções —, gerida por uma sociedade gestora profissional, sob supervisão da CMC.
Cada investidor não detém os títulos directamente: detém unidades de participação (UP) — fracções iguais do fundo. O valor de cada UP acompanha o valor da carteira: quando os títulos do fundo se valorizam, a UP vale mais; quando se desvalorizam, vale menos. É o mesmo princípio de risco e retorno que vimos no Guia 1 — apenas aplicado a um cabaz em vez de a um título isolado.
Porque interessa a quem está a começar
Três razões tornam os fundos uma porta de entrada natural no mercado:
- Diversificação imediata: mesmo um montante pequeno compra uma fracção de uma carteira inteira, em vez de depender de um único título — o princípio que o Guia 7 desenvolve.
- Gestão profissional: a selecção e o acompanhamento dos títulos ficam a cargo de uma equipa dedicada — útil para quem não tem tempo ou experiência para gerir uma carteira própria.
- Simplicidade: uma única aplicação, um único valor a acompanhar.
Há um custo por este serviço: as comissões de gestão (e outras comissões previstas em cada fundo), que reduzem o rendimento que chega ao participante. Antes de aplicar num fundo, os documentos do próprio fundo — que descrevem a política de investimento, os riscos e os custos — são a fonte a consultar.
O rendimento não é garantido
Um fundo dilui riscos ao repartir a carteira por vários títulos — mas não os elimina: o risco de um fundo é o risco da carteira que ele detém. Um fundo de dívida pública transporta os riscos das Obrigações do Tesouro; um fundo com acções, as oscilações das acções. O valor das UP pode descer, e nenhum rendimento é garantido.
O que fica, de propósito, para mais tarde
Há uma distinção importante no mundo dos fundos — entre fundos abertos (em que se subscreve e resgata junto do próprio fundo) e fundos fechados (cujas unidades se negoceiam em bolsa) — que envolve noções de liquidez e de cotação que ainda não cobrimos. Fica, deliberadamente, para o Guia 22 — Fundos abertos e fechados , no Percurso Avançado. Por agora, basta reter o essencial: um fundo é uma carteira colectiva, gerida por profissionais, em que participa através de unidades de participação.
O vocabulário que vai levar deste guia
- Fundo de investimento — um património colectivo que aplica o dinheiro de muitos investidores numa carteira de títulos.
- Unidade de participação (UP) — a fracção do fundo que cada participante detém; o seu valor acompanha a carteira.
- Sociedade gestora — a entidade profissional, supervisionada pela CMC, que gere a carteira do fundo.
- Carteira — o conjunto de títulos detidos pelo fundo (ou por qualquer investidor).
- Comissão de gestão — o custo do serviço de gestão, que reduz o rendimento do participante.
Fundos, acções ou obrigações — qualquer caminho no mercado começa com uma conta custódia. Abre-se online, em cerca de doze minutos, com abertura isenta de comissão.
Abrir Conta CustódiaNota. Este guia tem carácter exclusivamente educativo e não constitui recomendação de investimento nem promessa de rendimento. Os valores e taxas citados descrevem o mercado em momentos concretos e variam ao longo do tempo. Investimentos em instrumentos financeiros envolvem riscos, incluindo a possível perda parcial ou total do capital. A Standard Invest — SDVM, S.A. é licenciada pela CMC e membro da BODIVA.
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O que é uma conta custódia
A conta onde os seus títulos ficam registados em seu nome: segregação, protecção e abertura online em cerca de doze minutos.


